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Resorts próximos e Nordeste são os destinos mais procurados pelos maringaenses

Publicado em: 20/11/2020

O turismo começou a dar os primeiros passos na retomada nos últimos meses. Apesar da pandemia, os brasileiros estão começando a viajar e a planejar próximas viagens. Segundo pesquisa da TRVL Lab e Elo, 55% dos brasileiros pretendem viajar em breve.

Em Maringá, o cenário das agências de viagens segue o mesmo padrão. De maneira geral, na avaliação das empresas da área, nada se compara a períodos anteriores a pandemia, mas de agosto em diante, houve uma reação positiva do setor. O turismo de carro e viagens para o Nordeste lideram a busca dos maringaenses.

De acordo com a gerente comercial da Cesutour, empresa filiada ao Maringá e Região Convention & Visitors Bureau, Juliana Calvo, 80% dos clientes da empresa são de Maringá e o início da retomada foi marcado pela busca por turismo de carro. “Começamos a vender destinos mais próximos, como resorts e pousadas do Paraná. Em novembro, começamos a ter uma grande procura por viagens para o Nordeste”, disse.

Essa também é a realidade da Asa Viagens e Turismo, empresa também filiada ao Convention. Segundo o diretor da empresa, Dirceu Gambini (presidente do Conselho Curador do Convention), o setor tem visto uma melhora, apesar do receio de uma nova onda na pandemia. “Houve uma melhora significativa nos últimos meses, mais para o turismo regional, e o Nordeste do país. Nossas vendas estão sendo 60% para destinos próximos a Maringá como hotéis fazenda e resorts, e 40% para o Nordeste”, explicou.

A diretora da Valtractur, também filiada ao Convention, Silvia Franchini Rezende, destaca que em agosto a procura era por resorts próximos a Maringá em um raio de até 200 km, agora há um aumento na busca por destinos um pouco mais distantes, mas ainda assim, na maioria das vezes, dento do estado. “Percebemos que a confiança das pessoas foi aumentando e as pessoas já estão se sentindo mais seguras em viajar de avião. Nossos clientes buscam muito viagens personalizadas e para fora do país, então nesse período os resorts de padrão 4 ou 5 estrelas são a opção mais procurada”, disse.

Segurança

Segundo Silvia, apesar da preocupação com a segurança, o mercado sente que as pessoas querem viajar. “Percebemos que as pessoas querem muito viajar, não é falta de dinheiro. Mas a preocupação com a segurança acaba afetando. Por isso, os clientes acabam avaliando que os resorts podem ser mais seguros no cumprimento dos protocolos. Percebemos o cliente mais atento a forma como os hotéis, por exemplo, estão tratando os protocolos”, afirmou.

 “Temos trabalhado muito forte a questão da segurança, temos vendido um seguro específico que cobre o Covid, isso faz as pessoas se sentirem bem mais seguras ao viajar do que com um seguro comum que não cobre”, explicou Juliana Calvo.

Novos viajantes

Um dos destaques positivos da retomada foram os novos clientes. Segundo Juliana Calvo, a Cesutour registrou uma porcentagem diferenciada de novos clientes nessa retomada, pessoas que nunca tinham viajado. “Cerca de 20% da nossa carteira de clientes agora nunca tinha feito uma viagem a lazer antes. Ficamos muito felizes com isso. Acredito que a pandemia fez as pessoas pensarem melhor em prioridades e também deu mais tempo para que elas pudessem planejar uma viagem”, avaliou.

O turismo corporativo vem registrando uma retomada mais lenta se comparado ao turismo de lazer. Até com a proximidade do final do ano, a tendência dessas viagens já era diminuir, com a pandemia, a retomada desse segmento de viagens ficou ainda mais abalado.

Expectativa para 2021

“Temos que acreditar. Tenho visto que o setor esta sendo promissor dentro do possível. A expectativa para 2021 é a melhor possível, esperamos uma melhora no câmbio e esperamos que o setor só venha a crescer e desejamos que as pessoas aproveitem mais a vida”, disse a gerente comercial da Cesutour.

“Nós estamos animados para o ano que vem, porém percebo que enquanto não houver uma vacina, a normalidade está distante. Como nosso público faz muita viagem internacional em grupos, a vacina é crucial”, avaliou a diretora da Valtractur.

Foto: Ilustrativa/Pixabay